Animais

Zelo em coelhos machos e fêmeas

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DEFINIÇÃO DE CUNICULTURA:

Na escala zoológica, o coelho é classificado na classe de mamíferos, na família dos leporídeos e no gênero Oryctogalus, sendo a espécie Orictogalus cuniculus típica da Europa, Mediterrâneo Ocidental e norte da África. O coelho doméstico desce diretamente do coelho selvagem "Lepus cuniculus".
Vários milhares de anos atrás, o coelho selvagem abundava na Espanha e no sul da França. Os romanos propagaram criadouros no império e particularmente na França. Mais tarde, foram os monges do sul da França, que realmente domesticaram o coelho na idade média, para poder consumi-lo durante períodos de jejum. Desde então, a França é considerada o país que produz coelhos tradicionalmente.
O coelho é um bom animal de estimação de seleção. É limpo, dócil e inteligente. O coelho desperta muita admiração em todo o mundo, por várias razões: ele é tenaz e pode sobreviver no meio de quase todos os tipos de situações. Devido à sua alta taxa de natalidade, o coelho conseguiu manter o número de cópias de sua raça em um nível constante, apesar da intervenção do homem.
O coelho é encontrado em quase todas as regiões do mundo, desde as regiões desérticas até as áreas polares geladas.
As primeiras notícias sobre a domesticação do coelho datam da época do Império Romano, que foi o primeiro a perceber o valor do coelho como produto ou mercadoria comestível. A origem do coelho doméstico é explicada pelas várias modificações, devido à domesticidade e seleção, que o coelho selvagem vem sofrendo sucessivamente ao longo do tempo, produzindo diferenças marcantes entre eles. Essas diferenças são evidenciadas principalmente em relação à estrutura do crânio, tamanho do corpo, cor e textura da pelagem e aparência das orelhas, também diferem em certos aspectos fisiológicos, como a duração do calor, que Os produtos domésticos são estendidos ao longo do ano, afetando positivamente sua prolificidade.
Dadas as características dessa espécie em termos de precocidade sexual, alta fertilidade, curto ciclo reprodutivo, grande proliferação e proteína animal para consumo humano, a cunicultura passou, em alguns anos, pela exploração familiar em que estava envolvida Criação para consumo próprio, para exploração industrial.
Um exemplo clássico dessa adaptabilidade e rápida reprodução ocorreu na ilha de Porto Santo, no arquipélago de Madeiras, em 1.418. Os portugueses libertaram coelhos na ilha e multiplicaram-se de tal forma que a ilha teve que ser abandonada pelos seus habitantes. Outro exemplo ocorreu na Austrália, onde os coelhos foram introduzidos pelos ingleses. Os coelhos se tornaram uma verdadeira praga a ponto de a doença ter sido deliberadamente introduzida para matar a população de coelhos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, observou-se que em muitos países onde havia dificuldades para a alimentação, a população foi incentivada a se envolver em cunicultura em nível familiar.
Hoje, essa espécie é explorada não apenas para alimentação, mas também para a industrialização da pele.

CARACTERÍSTICAS DO COELHO

O coelho é do tamanho de um gato doméstico adulto, com cerca de 40 a 45 centímetros de comprimento, da ponta do focinho até a cauda. A cabeça é redonda, mas o rosto é ligeiramente alongado, o focinho ou o nariz é pequeno e está inscrito em uma pequena área de pele, nua e sem pelos, úmida, chamada "rinium".
A boca relativamente larga é delimitada pelos lábios, que podem ser separados para tornar visível o par superior de dentes incisivos. A parte superior do lábio é fissurada na parte frontal. A área ao redor da boca e bochechas é coberta com bigodes longos e finos ou cerdas vibrantes, que também são encontradas ao redor dos olhos.
Os olhos do coelho são grandes e dispostos lateralmente. Os alunos, muito proeminentes, têm um campo visual de 360º. É interessante notar que os olhos têm campos visuais que se sobrepõem ou se sobrepõem cerca de 30º da frente e 10º da parte de trás.
O coelho tem três pálpebras: uma superior, uma inferior e uma terceira que pode ser fechada para proteger a córnea durante uma luta ou contra uma nuvem de poeira. As pálpebras superior e inferior têm cílios. O par superior é extraordinariamente longo.
A característica predominante da cabeça do coelho refere-se às orelhas longas. Sob condições normais, as orelhas permanecem rígidas ou eretas. Quando o coelho corre ou luta, ou tem medo, as orelhas são abaixadas e seu eixo principal se alinha às linhas do corpo, oferecendo menos alvo ao perigo.
A cabeça é separada do corpo por um pescoço curto, visível quando está distendida. Os membros da frente do coelho são finos e de estrutura fina. Quando o coelho está agachado, eles permanecem levemente dobrados no cotovelo e abaixo do peito.
O tórax ou tórax é separado do abdômen por uma membrana ou diafragma. Dentro da cavidade torácica, bem protegida por uma caixa óssea de costelas, estão o coração e os pulmões.
O abdome inferior possui uma parede muscular, constantemente contraída para proteger os órgãos internos. A coluna ou coluna flexível consiste em sete vértebras cervicais (pescoço), doze vértebras torácicas (peito) e sete vértebras lombares (tronco). Três vértebras sacrais e vários pequenos fluxos sustentam a cauda. A coluna vertebral é presa ao resto do esqueleto do coelho no cinto dos ombros, nas costas e na pelve. Os membros posteriores do coelho são alongados e muito fortes. Na vida cotidiana do campo ou do coelho da floresta, eles desempenham um papel importante. Seu uso durante a corrida é muito importante. Eles fornecem ao coelho uma verdadeira explosão ou explosão de velocidade.
Os membros externos também são usados ​​para cavar a terra quando o coelho selvagem prepara sua toca subterrânea. Na verdade, ele não as usa no processo de escavação real, mas como pás para fazer desaparecer a terra restante que o coelho escavador empilha atrás de seu corpo. Jogue a terra para trás com as patas traseiras, a fim de manter a entrada do esconderijo livre.
A luta desempenha um papel importante no estilo de vida do coelho macho ou do garanhão. Suas patas traseiras são dotadas de quatro dedos longos e poderosos, cada um armado com garras fortes e afiadas. Durante a luta, o coelho agarra o outro tentando eviscerá-lo, esfaqueando-o com ações agressivas nas patas traseiras. As pernas da frente, cada uma com cinco dedos, são usadas como armas secundárias e às vezes são usadas para arranhar o rosto do oponente.
A cauda, ​​que é muito curta, permanece recolhida ao lado de suas partes traseiras. É composto por uma série de ossos pequenos e flexíveis que fazem parte da coluna vertebral. A cauda é coberta por uma pele macia e densa e às vezes é usada como um meio de sinalização, especialmente pela fêmea do coelho.

O objetivo de cruzamentos repetidos, de seleções intencionais e a fixação de mutações interessantes, é criar e aperfeiçoar raças, a fim de obter dessas reproduções ótimas. Assim, a multiplicidade de raças puras obtidas é classificada de acordo com sua aptidão, diferenciando-se em raças que produzem pele e raças que produzem pêlos. No entanto, algumas raças são consideradas de dupla aptidão, sendo este o caso dos produtores de pele e cabelo, uma vez que sua carne também é utilizada.
Da mesma forma, são geralmente classificados pelo tamanho, peso e volume do animal, distinguindo raças gigantes (nas quais os adultos têm um peso vivo mínimo de 5 kg.), Raças normais (cujo peso mínimo varia de 2,5 a 3, 5) e raças pequenas (não atingindo 2,5 kg. De peso vivo).
Antes de comprar uma ação, é aconselhável que o novo criador estude as diferentes raças. Muitos fatores influenciam a decisão final. É aconselhável que o criador iniciante comece com apenas uma corrida. Às vezes, o iniciante compra duas ou três raças diferentes. Cada raça requer atenção especial e um criador inexperiente não pode cobrir todos os problemas que surgem. Por essas razões, é muito melhor selecionar apenas uma corrida e dedicar toda a sua atenção e tempo para obter bons resultados. A seleção final de uma corrida depende da consideração cuidadosa de vários fatores. O fator mais importante é considerar o destino final a ser dado ao coelho.
Abaixo listamos algumas das principais raças de coelhos.

Gigante da Flandres
Peso, 6-8 kg. Cabelos curtos e lisos, pelagem marrom-acinzentada, mudando com as diferentes variedades existentes. Cabeça arredondada Orelhas longas e largas em forma de V, com pontas arredondadas e eretas. Brânquia imperceptível no homem e luz na mulher. Esta raça não é usada para produção industrial, pois sua carne é um tanto fibrosa, além disso, seu crescimento é lento e não são animais muito rústicos. É usado como uma raça que aumenta o tamanho.

Gigante da Espanha
Peso, 5-8 kg. Casaco prateado, sedoso, existe uma variedade branca. Cabeça grande, grossa e nervurada. Orelhas longas e largas, pontas retas e pontiagudas. Olhos castanhos. As fêmeas têm um leve queixo duplo.

Belier
Peso, 5-7 kg. Existem 4 variedades de pelagem: cinza, branco e preto, cinza claro e manchado. A cabeça é volumosa e larga. Olhos castanhos. Orelhas muito compridas, penduradas em cada lado da cabeça, as fêmeas têm papada.

Neozelandês
Peso, 4-5 kg. Casaco branco, cabelos macios e brilhantes, pele grossa e macia. Cabeça arredondada com pescoço curto. Orelhas arredondadas no final e eretas. Olhos com íris rosa. As fêmeas podem ter um queixo médio duplo. Sua produção é basicamente carne, mas sua pele é comercializável.

Californiano
Peso, 4-5 kg. Casaco branco, exceto no focinho, orelhas, pernas e cauda preta. A cabeça é arredondada com o pescoço curto. As orelhas são longas, eretas e arredondadas no final. Olhos cor de rosa. As fêmeas podem ter um leve queixo duplo. Sua produção é de carne por excelência.

Viena azul
Peso, 3,5-5 kg. Cabelos longos, brilhantes e macios. Casaco azul escuro, uniforme. Cabeça larga nos machos, mais alongada e fina nas fêmeas. Orelhas largas, eretas, com extremidades arredondadas. Olhos com pupila azul escura e íris azul mais clara. Corrida de dupla aptidão, muito apreciada em peles.

Gigante da alemanha
Ideal para produção de carne e pele Peso até 7 quilos

Bouscat gigante
Excelente para produção de carnes e peles com peso de até 5 e 6 quilos

Azul de Beveren
Peso, 3,5-5 kg. Cabelo grosso e brilhante, cor azul intensa, mais acinzentado do que o azul de Viena. Orelhas estreitas e longas, retas em forma de V. Olhos azuis escuros. Raça de pele e carne.

Borgonha Leonado
Peso, 3,5-4,5 kg. Capa de cor castanho. Cabeça larga com pescoço curto. Orelhas largas e eretas. Olhos com íris marrom. Brânquia pouco desenvolvida nas fêmeas.

Norman
Peso, 3-4,5 kg. A cor da pelagem é de lebre cinza, uniforme, exceto na barriga, onde é mais escura, o cabelo é curto, grosso e fino. A cabeça é larga e curta. As orelhas são médias, retas e levemente pontudas. Olhos castanhos escuros. Eles não devem ter queixo duplo em nenhum sexo. Aptidão para carnes e peles.

Brabanzon
Peso, 3,5-4 kg. A camada é preta com manchas brancas, embora existam variedades de cores diferentes. A marca branca passa pela cabeça até o nariz e continua no focinho, até o círculo do pescoço. O final das pernas também é branco. Cabeça grande. Orelhas grandes em forma de V, largas e caídas quando em repouso. Corrida dupla de fitness.

Borboleta francesa
Peso, 3,5-4 kg. A camada é de fundo branco com manchas pretas, na coluna em forma de listra, possui um círculo ao redor dos olhos e uma mancha em forma de borboleta no nariz. As orelhas são pretas. A sala dos fundos do animal está cheia de manchas pretas, que se estendem por todo o corpo. Olhos castanhos. Orelhas largas, muito grossas, eretas e um pouco separadas. Gill muito desenvolvido. Existem também as variedades inglesa e suíça.

Champanhe Prata
Peso, 4,5-5 kg. Cabeça forte, ligeiramente alongada. Orelhas largas, eretas e arredondadas na ponta. Olhos castanhos ou castanhos. Brânquia pouco desenvolvida na fêmea. O cabelo é fino, de comprimento médio. Camada de prata, existem tons diferentes, dependendo das variedades. À luz, cabelos em parte azuis e em parte brancos ou pretos, cabelos brancos predominantemente longos, o escuro tem a cauda e o fim das pernas pretas. A carne é de boa qualidade.

Castorrex
Peso, 3-5 kg. A cabeça do homem é mais forte e menos alongada que a da mulher. Orelhas longas, juntas e pontiagudas. Olhos castanhos. Na fêmea, um pequeno queixo duplo é tolerado. Deve haver falta de pêlo ou cabelo comprido, o subpêlo deve ser denso e sedoso. Cor marrom, com a faixa lateral mais escura nas costas. A barriga é mais clara, quase branca. Várias variedades foram obtidas com preto, branco, castanho, etc., com base em hibridizações, mantêm a cor da raça da travessia. A carne é de boa qualidade.

Chinchila
Peso, 2-3 kg. Cabeça média e fina nas fêmeas. Orelhas médias. ereto e inclinado levemente para trás. Cor preta, cinza e branca. O cabelo é escuro na base, é preto e branco no final, dando a aparência de chinchila. Existem variedades havana azul e castanho. A carne é saborosa. (Esta raça não tem nada a ver com a chinchila dos Andes)

Havana
Peso, 2,5-3 kg. Cabeça fina, redonda e larga. Orelhas retas, curtas e pequenas. Olhos castanhos. Não deve haver queixo duplo em ambos os sexos. O cabelo é curto e brilhante. Na cor Havana, é difícil obter tons uniformes.

Russo
Peso, 2-2,5 kg. Cabeça curta e larga, mais alongada nas fêmeas. Orelhas delgadas e curtas, próximas umas das outras e lançadas para frente. Olhos cor de rosa. Eles não têm um queixo duplo. Cabelos curtos, grossos e finos. Sua cor é branca pura, com manchas pretas no nariz, orelhas, pernas e cauda. A carne dele é excelente. Desta raça foi obtido o coelho gigante russo, de características iguais, mas de maior tamanho.

Angora
Peso, 2 kg Cabeça grande e arredondada. As orelhas são curtas, retas e separadas na forma de V. Olhos cor de rosa. Corpo completamente coberto de pêlos, longos, espessos e sedosos, a pele não é visível. Dependendo da variedade, a cor é preta, branca, (sendo esta a mais apreciada), cinza, azul escuro e assim por diante.

Já falamos sobre a precocidade que essa espécie apresenta em vários aspectos. A idade mais apropriada para a reprodução depende de vários fatores, como, entre outros, raça, sexo, condições ambientais e herança genética. As raças de pequeno porte são as primeiras, atingindo a maturidade sexual entre 4,5 e 5 meses no sexo feminino e 5-6 no sexo masculino. Nas raças gigantes para fêmeas é de 8 meses e para machos por ano. No entanto, os animais não devem acasalar até atingirem todo o seu desenvolvimento somático; os que sofrem de uma doença também devem ser excluídos da reprodução.

Ciclo de ovulação
Assim como em outras espécies domésticas, a maturação e liberação dos óvulos são repetidas ciclicamente e regularmente - exceto durante a gravidez - nos ovos de coelho são produzidos continuamente ou em lotes, desde que as condições ambientais sejam favoráveis. Dessa maneira, em coelhos, a fertilização pode ocorrer a qualquer momento, desde que eles não estejam em período de gestação. A produção de óvulos maduros, bem como a aceitação do macho, pode ser modificada devido a variações nas condições ambientais. Para a liberação do óvulo, a excitação causada pelo ato sexual (relação sexual) é necessária, embora possa ser causada por estímulos analógicos estimulados artificialmente.

Zelo
O calor está relacionado à presença de óvulos maduros, que levam a fêmea a aceitar o macho para que o acoplamento ocorra. As manifestações de ciúme são discretas, mostra porque estão montadas uma em cima da outra, arranham o queixo contra a gaiola e arqueiam a espinha. Além disso, a vulva varia na aparência, ficando úmida, violeta e inchada. Nesse momento, a fêmea é levada para a gaiola do macho, para que o acoplamento ocorra, uma vez que não aceita estranhos na gaiola e provavelmente ataca o macho ou, pelo menos, a rejeita.

Passeio
Para que a montaria ocorra, não deve haver fatores externos que possam distrair os animais. É uma regra geral testemunhar a montaria pelo criador e, uma vez feito isso, os jogadores devem ser separados. Existem fêmeas que, por diferentes razões, não se deixam montar pelo macho, como pode ser o caso dos primeiros, para que os criadores possam intervir mantendo a fêmea na posição correta para que o macho possa montar. Este é o chamado acasalamento forçado. Uma vez montado e produzido a ejaculação, o macho, violentamente, se retrai e cai no chão, perdendo o equilíbrio de um lado ou de trás depois de dar um gemido. Na exploração industrial, basta ter um macho para cada 10 fêmeas, capaz de fazer 2 a 3 coberturas em meia hora.

Ovulação
A ovulação é estimulada com a relação sexual, que ocorrerá após 10 a 12 horas de relação sexual. Se durante esse período ocorrer uma situação de estresse, pode ser que a ovulação não seja realizada. A ovulação também pode ser causada por meios artificiais, por estimulação vaginal induzida pela cavalgada de um homem castrado, por meio de vibrações vaginais elétricas ou por hormônios gonadotrópicos. Esses métodos são aqueles usados ​​para efetuar a inseminação artificial. A ovulação varia com a idade, com fatores genéticos e com o estado fisiológico do animal, bem como com a estação do ano. Nesse sentido, as estações favoráveis ​​em termos de número médio de óvulos são primavera e inverno, reduzindo no outono. Com relação à idade, o poder da ovulação cresce entre o primeiro e o terceiro melhoramento, do quarto para o décimo segundo se estabiliza e diminui a partir dele. No que diz respeito ao estado fisiológico, o número de óvulos é maior 15 dias após o parto do que imediatamente após o parto. Entre os fatores genéticos, a herança afeta o número de ovulações, o percentual de óvulos fertilizados e o percentual de mortalidade embrionária.

Inseminação artifícial
Nesta espécie, a inseminação artificial não é generalizada, pois esse método requer pessoal especializado e instalações adequadas, o que aumenta consideravelmente os custos. É interessante, devido ao fato de ser capaz de obter descendentes de machos melhorados e comprovados. Outra vantagem é que, com o esperma de uma ejaculação, pode ser fertilizado para 40 mulheres, e também possíveis doenças transmitidas por contato sexual. O esperma é coletado em uma vagina artificial de um manequim que carrega a pele de coelho. Uma vez obtido, é diluído e armazenado nas condições apropriadas. Este sêmen é introduzido em certas doses na vagina da fêmea, por meio de uma seringa, que anteriormente foi induzida à ovulação pelos métodos descritos acima.

Fecundação
Ocorre 10 a 19 horas após a relação sexual. O zigoto assim formado viaja o oviduto para o útero, onde está fixado. O número de ovos fertilizados dependerá do número de filhotes.

GESTAÇÃO
A duração da gravidez é de 29 a 31 dias, em condições normais. Se a entrega é feita antes de 29 a 30 dias, geralmente são abortos. Os jovens nascem mortos. As causas do aborto podem ser de natureza diferente: de natureza fisiológica devido à alimentação defeituosa ou de natureza externa, como situações de estresse. Para determinar se as fêmeas foram realmente fertilizadas, é realizada a palpação, que consiste em perceber a existência de embriões no colo do útero. O coelho é levado e colocado em uma superfície plana, com uma mão sob a barriga e com movimentos semicirculares do polegar e indicador na região do útero, pequenos nódulos em forma de rosário, do tamanho de um grão, devem ser localizados de arroz, esses são os fetos. A palpação deve ser realizada entre 10 e 15 dias após o acasalamento, pois, se for feita antes, além de quase imperceptível, a reabsorção dos fetos pode ser causada; se for realizada posteriormente, é provável um descolamento, o que levaria ao aborto .
Quando a fertilização não é seguida pela ovulação, ou seja, quando é o resultado do acasalamento com um macho estéril ou é devida à cavalgada entre fêmeas, ocorre o fenômeno chamado gravidez aparente ou gravidez falsa. Também se manifesta quando, apesar da existência de fertilização, os óvulos, por várias razões, não evoluem e são reabsorvidos. O comportamento das mulheres que sofrem com esse fenômeno é o mesmo das mulheres grávidas e, como elas, rejeitam o homem. Esses sintomas desaparecem após aproximadamente 16 dias, momento em que voltam a aquecer.

Entrega
Poucos dias antes do parto, das 4 às 6, procederemos à colocação de um ninho abastecido com palha, para que, com esses elementos, o coelho, arrancando os cabelos, prepare um ninho cuja função é proteger os filhotes do frio , aos quais eles são muito sensíveis. O parto geralmente ocorre à noite ou ao amanhecer. Os jovens saem um a um, a mãe os libera dos envoltórios fetais que ela ingere, limpa e envolve no ninho. A entrega completa da ninhada dura entre 3 e 5 horas. Cada coelho pode dar à luz de 1 a 17 coelhos, variando esse número de acordo com raça, idade, fisiologia etc., mas a média é de 7-9. Não é interessante que o nascimento seja muito numeroso, uma vez que a fêmea possui apenas 8 mamilos, sendo este o número ideal de coelhos, para que ocorra um desenvolvimento uniforme da ninhada. Quando o nascimento é numeroso, os coelhos são distribuídos em excesso a outras mães que acabaram de dar à luz e têm menos filhos. A introdução dos novos animais deve ser feita para que o novo receptor não o perceba, pois, caso contrário, certamente os rejeitaria. Algumas mulheres após o parto podem apresentar o fenômeno do canibalismo, que consiste na ação de devorar os jovens. Não se sabe com certeza a que esse fenômeno responde. Para evitar isso, deve-se garantir que a fêmea não tenha água e que a comida esteja completamente equilibrada. Se esse fenômeno se repetir em um segundo nascimento, essa fêmea terá que ser excluída da reprodução.

Amamentação
A secreção de leite do coelho sofre variações ao longo dos 45 dias em que a amamentação é considerada duradoura. Nesse sentido, a secreção está aumentando do pós-parto até o 10º dia, mantendo sua produção máxima até o 21º, momento em que começa a descer. A velocidade da descida será determinada pela taxa de reprodução à qual está sujeita. Ou seja, no caso de estar grávida, sua produção termina aproximadamente no trigésimo dia, mas se estiver vazia a lactação é prolongada até o 45º. Dada a composição do leite de coelho, que em mamíferos domésticos é o que apresenta as maiores taxas de matéria seca, com proteínas e gorduras, os jovens se desenvolvem muito rapidamente, dobrando seu peso ao nascer em 6-7 dias e quadruplicar em 12 dias.

Desmame
Consiste na separação da maca e da mãe. Naturalmente, entre 15 e 20 dias após o nascimento, os coelhos deixam o ninho e tentam morder a comida da mãe. Nesse momento, o ninho será removido. O tempo de desmame será determinado de acordo com a taxa de produção aplicada, a seguir estabelecida. No entanto, deve-se levar em consideração que o desmame precoce ocorre antes de 20 dias e a amamentação máxima é de 45 dias.

O criador experiente será capaz de detectar qualquer sinal de doença, mesmo de fora da gaiola. Como você conhece todos os seus animais perfeitamente, você pode dizer se algum deles não se comporta normalmente. Alguns sinais são óbvios. A primeira indicação é o status dos seus depoimentos. Se estiverem soltos, o coelho deve estar comendo algo que mexeu com o estômago. E se os movimentos intestinais cheiram mal, é possível que seja algo mais sério do que uma indisposição do estômago. Você precisa isolar o coelho doente para examiná-lo com cuidado. O coelho saudável deve ter o nariz limpo e olhos brilhantes e animados, sua pele deve ser plana e macia. Se o coelho se sente curvado e está com os olhos fechados, há algo que não está certo. O necessário deve ser feito para diagnosticar a causa. Todas essas medidas são vitais no processo de prevenção de doenças. Prevenir é melhor que remediar. E, no entanto, estabelecer um diagnóstico pode ser difícil para o criador iniciante, é melhor procurar o aconselhamento de um criador experiente ou de um veterinário.

Pescoço torto
O pescoço torto ou torto aparece acentuadamente como resultado de uma ferida ou lesão no ouvido interno e seus órgãos sensíveis. O coelho pode ter qualquer idade ou sexo. A cabeça do animal afetado cai para um lado; em casos graves, o animal pobre é incapaz, mesmo, de manter o equilíbrio. O coelho se move em círculo, incapaz de se mover em linha reta. A ferida foi quase certamente causada pelo coelho correr pela gaiola sob os impulsos de pânico ou qualquer tipo de excitação. Portanto, é evidente que o pescoço torto é uma consequência do nervosismo. Casos leves geralmente se corrigem em poucos dias, desde que o animal seja mantido em uma gaiola quente e seca com uma dieta saudável. Casos graves são difíceis de recuperar e o animal deve ser abatido.

Abscesso
A aparência de qualquer tipo de caroço ou inchaço deve ser considerada suspeita. É o abscesso e, se realmente é, o animal deve ser isolado até explodir e drenar. Nesse ponto, a pele e os cabelos ao redor do abscesso devem estar separados. O caroço deve ser lavado com um pano limpo embebido em anti-séptico, fazendo uma incisão na parte inferior do abscesso. Essa incisão deve permitir que o pus no interior seja drenado livre e completamente durante o tratamento. O animal deve ser segurado por uma pessoa, enquanto outra pressiona suavemente o abscesso até que ele esteja completamente esvaziado. O pus secretado deve ser queimado longe do hutch para evitar que ele se torne uma causa de infecção novamente se entrar em contato com um corte ou arranhão. A ferida deve ser lavada novamente com o pano embebido em anti-séptico e tratada com tintura de iodo. A ferida deve continuar a ser examinada todos os dias ou a cada dois dias, aplicando um novo curativo. Uma vez curada a ferida, o cabelo volta a crescer normalmente.

Envenenamento por Asclepiadea ou por serralha
O feno dos EUA Às vezes, pode conter esse tipo de grama que, por outro lado, só cresce em prados americanos. Seco e fresco é venenoso para todos os coelhos.
Depois de comer o feno que contém esta erva, o animal fica paralisado. As costas arqueiam e a cabeça cai entre as pernas da frente. A doença foi chamada de "cabeça caída" e a gravidade depende da quantidade de grama venenosa que o coelho comeu. Em casos graves, todo o corpo está completamente paralisado. Em casos leves, apenas os músculos da cabeça e pescoço são afetados. O tratamento é muito lento e doloroso para o coelho. Este deve ser instado a comer e beber o mais rápido possível, para que ele recupere todas as energias possíveis para combater o veneno.

Frio
O resfriado comum pode se tornar uma dificuldade séria se não for tratado prematuramente. Como no homem, não há cura milagrosa. Tudo o que pode ser feito é garantir que o animal esteja o mais confortável possível. Coelhos que sofrem de espirros frios e balançam a cabeça tentando limpar as passagens nasais. Há também uma descarga do nariz, e o coelho esfrega o nariz com as pernas da frente para tentar evacuar o muco. A pele, na parte interna das pernas da frente, é encharcada de muco, após o que uma mudança ocorrerá e a pele ficará dura. O espirro também pode ser reconhecido como causa de irritação causada por poeira ou feno. Uma vez terminado o frio, o animal deve ficar longe do abrigo principal. É preferível alojar o paciente em uma gaiola quente e seca e receber ar seco, sem correntes. É necessário reduzir a ração de alimentos em comprimidos e aumentar, em vez disso, a ração de alimentos em verde ou vegetal. O uso de gotas nasais é inútil, porque o coelho as expele antes que elas possam ter algum efeito. É melhor aplicar dentro das narinas, com um pincel, uma mistura de óleo de eucalipto e óleo de cânfora. Isso ajuda o coelho a respirar bem e ao mesmo tempo permite que o muco flua em vez de secar dentro do nariz, obstruindo-o. A mistura de óleo também pode ser aplicada nas superfícies interiores da gaiola, bem como em todas as partes que podem entrar em contato com os animais. Se o coelho doente for um dos animais distintos da fazenda, o criador não deve deixá-lo fora de vista até que o frio termine. Pode levar algum tempo, mas o coelho vai sarar. Los animales que sufren un resfriado nunca deben tener contacto con los demás que están sanos, ni menos, desde luego, aparejarse mientras esté enfermo.

Infecciones de los ojos
El conejo doméstico es muy susceptible de adquirir infecciones en los ojos. La dolencia más frecuente es la inflamación del conducto lacrimal. Puede ser causada por el polvo o por cuerpos extraños localizados en la zona de aquel conducto y que lo bloquean completamente. La bolsa del ojo se llena completamente de agua, que rebosa y corre por las mejillas del conejo. Generalmente, sólo uno de los ojos resulta afectado, aunque pueden ser afectados ambos. La piel queda húmeda y manchada en la región del ojo y la mejilla. A veces, el pelo de la zona del ojo se desprende, exhibiendo el cutis, o epidermis que queda cuarteado o inflamado. El tratamiento consiste en baños regulares con una solución acuosa de ácido bórico. La solución, ha de aplicarse con un paño limpio de algodón o lana. También se han usado con éxito colirios destinados a las personas. Otras dolencias de los ojos pueden estar causadas por corrientes de aire, heridas en lucha y otros accidentes. A veces los recién nacidos tardan en abrir los ojos, después de la fase normal de los 10 días. Si el ojo aparece inflamado ha de bañarse con una solución muy débil de ácido bórico y agua caliente. Durante el baño, los párpados están muy blandos y generalmente pueden abrirse con una ligera presión de los dedos.

Neumonía
Aunque la neumonía suele ser rara en el conejo, a veces se presenta al haberse declarado otra enfermedad. El conejo puede quedar tan debilitado por el ataque de una enfermedad que no le quedan fuerzas para combatir la neumonía. Un cambio brusco de temperatura puede también reducir la resistencia del conejo. Pero una buena alimentación y cuidado suelen bastar para detener la neumonía, incluso durante la enfermedad. El animal afectado suele mantener la cabeza hacia atrás en su intento de respirar mejor. Es posible que aparezcan mucosidades alrededor de la boca y nariz. Decrece el apetito del conejo y se muestra indiferente y sin interés por todo cuanto sucede a su alrededor. Es mucho más seguro eliminar el conejo tan pronto como se diagnostica la enfermedad. Pero si el conejo es muy valioso, debe tratarse por medio de inyecciones que puede facilitar el veterinario local. Los tratamientos con remedios caseros son pocos satisfactorios y el tiempo es de gran importancia en estos casos. Los conejos no sometidos a tratamiento mueren al cabo de pocos días.

Jarretes inflamados (Mal de patas)
Un jarrete inflamado es, en sí mismo, un asunto sencillo, pero si no se trata en su primera fase puede convertirse en algo serio. La inflamación del jarrete sobreviene cuando se frota la piel y eventualmente se arranca bajo las patas traseras. La piel se inflama y se hace quebradiza, a veces formando escamas que se infectan por medio de cuerpos extraños. Los Rex son quizá los más expuestos a esta dolencia, entre todas las demás razas. Si no se facilita a los conejos un lecho adecuado, los animales desgastan la superficie de las patas traseras desde la punta del dedo del pie hasta la unión con el muslo. el conejo Rex tiene en esta zona sólo la cobertura de una piel muy fina. Son más afectados los conejos grandes que los pequeños, puesto que tienen patas muy delgadas y mucho más peso a soportar. Relativamente, las razas menores tienen unos soportes con mayores patas. Todos los conejos activos pueden tener inflamación de jarretes, especialmente los machos jóvenes y adultos, que están siempre pisándose sus patas. La pata se inflama y la infección, si no se trata enseguida, se extiende rápidamente. El conejo que sufre de inflamación de los jarretes se vuelve reacio a moverse en la jaula. Y su vitalidad se reduce. La zona afectada ha de mantenerse limpia en todo momento y hay que aplicar pomadas antisépticas. Para evitar posibles extensiones hay que colocar un lecho blando y espeso de paja.

Babeo
El babeo es una infección secundaria causada por abscesos en la boca del conejo. El absceso puede tener su origen en un diente malo o roto o en una sencilla infección de las encías. El conejo afectado babea, dejando caer la saliva por el maxilar inferior hacia el pecho, donde se mancha la piel. El apetito disminuye y el animal se indispone rápidamente. Poco puede hacerse en las dolencias de la boca y el animal ha de eliminarse.

Dolencias de la región anal
A veces se designa esa dolencia como quemadura o inflamación de la jaula. Se dice que procede del contacto de la suciedad con los tejidos del ano y alrededores de los órganos sexuales. La piel se inflama en esta zona. Aparecen costras que luego revientan y expanden el pus por toda la zona. Los conejos enfermos son reacios al acoplamiento. Pero si lo efectúan pueden pasar la infección del macho a la hembra o viceversa. La enfermedad no es hereditaria, ni es contagiable al hombre o a otros animales.
El tratamiento consiste en limpiar la zona afectada con una solución débil de agua jabonosa, secando cuidadosamente. Se aplica luego pomada de lanolina sobre la piel, frotando suavemente. La recuperación es lenta, pero suele lograrse.

Cara cubierta de costras
Se trata de otra infección secundaria. Parece ser producida por la toma de comprimidos de comida procedentes del ano durante la coprofagía y mientras estaba infectada la región anal. La piel de la cara y de la nariz se infecta por las bacterias, que causan inflamación y costras. El tratamiento consiste en una inyección de 150.000 unidades de penicilina G. El conejo puede volver a infectarse incluso después de este tratamiento y no terminará hasta que se haya erradicado la dolencia de la región anal.

Gusanos o lombrices
Algunos de los gusanos que infectan los conejos son los mismos que padecen los perros y los gatos. Los huevos de estos gusanos los recoge el conejo de lechos o alimentos contaminados. Cuando un huevo penetra en el cuerpo se agarra a los órganos internos, donde incuba. Los gusanos nacidos se alimentan de lo que come el conejo y causan su indisposición. A veces el gusano adulto pasa por el ano. Hay que mantener perros y gatos alejados de la conejera y nunca debe permitírseles que entren en contacto con la comida o con los lechos que utilizan los conejos. Tampoco debe permitirse que ni perros ni gatos se tiendan sobre las balas de heno o de hierba. El conejo que tenga gusanos debe aislarse, desinfectando la conejera.

Enteritis mucoidea
Esta enfermedad se designa también como hinchazón. El conejo afectado se encuentra mal en cuestión de horas después de haberse infectado. Su pelaje se torna áspero y embarullado. Los ojos se desvían y quedan opacos y sin vida, entumecidos. Puede aparecer o no la diarrea. El conejo pierde peso y puede llegar a pesar sólo una fracción de su peso normal. Los conejos jóvenes que adquieren esta enfermedad se sitúan junto al agua en posición encorvada. En casos extremos se sientan junto al agua de modo que sus patas delanteras pendan dentro de ella. En esta posición van tomando pequeños y frecuentes sorbos de agua del recipiente. El estómago se distiende y se hincha, cosa que da el nombre de la enfermedad. Desgraciadamente, el resultado corriente es la muerte. Los conejos que se recuperan no quedan, sin embargo, inmunes a la misma enfermedad y pueden volver a infectarse. No existe un tratamiento sencillo. Algunos comprimidos contienen un antibiótico que ayuda a reducir las consecuencias de esta enfermedad.

Maloclusión
La maloclusión, o defectuosa oclusión dental, o dientes de macho, es el resultado de una mala alineación de las inserciones de los extremos y de las bases de los dientes frontales. Normalmente estos dientes habrían de coincidir en los extremos, y por ello es importante que se desarrollen en forma normal. Si los extremos de los dientes no coinciden, éstos continúan creciendo hasta que toman el aspecto de colmillos de elefante. Llegan incluso a crecer fuera de la boca y pueden alcanzar proporciones tremendas si no se los controla. Un constante ajuste o limado puede, en los casos leves contribuir a mantener los dientes en su justo punto. En los casos graves el conejo ha de ser eliminado, ya que llegaría a no poder comer. La maloclusión es hereditaria. Todos los conejos que muestren esta inclinación han de eliminarse de la cría. El Holandés enano tiene más tendencia a esta malformación a causa de la configuración plana de su cara.

Mastitis
Afecta más frecuentemente a las hembras que crían que a las que no cuidan de su descendencia. La dolencia está causada por una infección de las glándulas mamarias debida a una bacteria estafilocócica. Las ubres de la hembra que cría resultan muy inflamadas. En una fase avanzada pueden volverse azules. Las glándulas mamarias se hinchan considerablemente y se vuelven duras y grumosas. El tratamiento normal es una inyección a cargo de un veterinario. La infección es más fácil de curar si se ataca en sus primeros síntomas. Si se deja llegar a fases más avanzadas, la curación es casi imposible. El conejo ha de ser eliminado. Todos los lechos, nidos, jaulas y accesorios han de ser esterilizados a fondo y el cadáver del conejo incinerado.

Pulgas y garrapatas
Ningún conejo doméstico ha de tener pulgas ni garrapatas. La buena gestión y dirección de la granja ha de garantizar que los conejos están sanos y limpios. Cabe la posibilidad de que un conejo visitante pueda traer estas pestes y dejarlas en herencia a sus huéspedes. Y aunque los conejos que se mantienen debidamente jamás llevan estos parásitos, nunca serán demasiados los cuidados. El rascarse excesivamente ha de observarse con gran sospecha. Hay que actuar rápidamente si se descubre que algún conejo tiene parásitos. En cualquier tienda o droguería se encontrarán polvos adecuados especialmente preparados para este fin. No hay que usar nunca, sin embargo, polvos insecticidas destinados a perros, que pueden ser demasiado fuertes e irritar su piel. Los polvos antipulgas han de usarse tres días seguidos para asegurar que todos los insectos, así como sus larvas o huevos, quedan destruidos.

Mixomatosis
Se trata, seguramente, de la enfermedad más conocida en los conejos. Su ataque es horrible y su acción netamente mortífera. Sobre la situación actual de esta enfermedad virósica existe una cierta controversia. Algunos han cargado la responsabilidad sobre la pulga común del conejo, mientras que otros sostienen que es transmitida por los mosquitos u otros insectos voladores.
Si se produce un brote epidémico en la localidad donde está la granja de conejos, es posible lograr la inmunidad. Puede, sin embargo, tratarse de una operación cara, y además, no siempre es seguro que se pueda contener la invasión. Lo primero es tomar las precauciones necesarias para evitar la entrada de insectos voladores en la granja. Las puertas y ventanas han de protegerse con telas metálicas de malla muy espesa. Los "sprays" contra las moscas y mosquitos no deben usarse, para no someter a los conejos a su toxicidad. Sólo en amplios recintos donde haya cantidad de aire fresco pueden usarse los vapores antiinsectos. Todavía los antiguos y pasados de moda papeles contra las moscas pueden ser el mejor método para controlar los insectos que puedan entrar en la granja. Son los papeles empapados en un pegamento que retiene los insectos. Cualquier conejo sospechoso de haber contraído la mixomatosis ha de separarse de sus compañeros. Hay que consultar con el veterinario. El conejo infectado presenta costras y escamas alrededor del ano, las orejas, los ojos, la nariz y la boca. Antes de morir, las venas se endurecen y los pulmones se congestionan. El conejo es incapaz de sostener el equilibrio de sus movimientos y muere pronto.

Heridas externas
Algún accidente puede ser causa de que el conejo resulte herido. Muchos accidentes proceden de la caída del conejo mientras se le transporta o desde el borde de una mesa o banco. Generalmente, el animal no sufre más que del shock correspondiente. Sin embargo, si el conejo efectúa una mala caída, puede fracturarse una pata. Si se sospecha que hay fractura, el conejo debe colocarse en una parte seca y caliente para reducir el efecto del choque.
Mediante una cuidadosa observación ha de verse la extensión y amplitud de la fractura y su localización exacta. Las fracturas no deben tratarse en la propia granja. Hay que procurarse los servicios de un veterinario calificado. Aparte de recomponer adecuadamente el miembro roto, el veterinario puede detectar cualquier otra herida interna que puede no ser vista por el encargado de la granja. Los cortes y los desgarros pueden tratarse en la propia granja. Hay que limpiar la herida con un paño empapado en antiséptico. Hay que cortar el pelo de la zona herida con unas tijeras bien cortantes. Si la herida es profunda y sigue sangrando a pesar de los esfuerzos para cortar la sangre, es aconsejable llamar a un veterinario cirujano que podrá suturar la herida. Cubrir la herida con un vendaje es inútil, porque el conejo lo roerá. Si la herida se mantiene limpia y libre de polvo y suciedad, se curará probablemente en pocos días.

Canibalismo
A veces la hembra que ha criado se come simplemente sus hijos, aun cuando tengan ya diez días de edad. Ello es muy decepcionante para un criador novato, pero los experimentados ya no le dan importancia. Generalmente, si la hembra está bien alimentada, no suele haber este caso. Aunque existen hembras que se comen a sus crías por bien alimentadas que estén. Sin embargo, si la hembra persiste en su actitud, hay que eliminarla, puesto que este vicio puede ser también hereditario y pasar de generación en generación. Hay que pensar en la adopción de sus crías por otra hembra si la primera se cree valiosa para la granja. Las hembras jóvenes se comen a veces a sus pequeños en sus frenéticos intentos por mantener limpia la jaula. Estas jóvenes madres pueden perdonarse por estas faltas, puesto que, generalmente, suelen no volver a caer en ello en los siguientes partos. La excesiva manipulación de los pequeños puede poner nerviosa a la hembra madre, al punto de que puede llegar a matarlos sin que, sin embargo, los coma. Esto es incomprensible, la censura ha de ser para el encargado o cuidador, por su mal comportamiento y falta de sentido común. En un término general podemos ver que la mayoría de las enfermedades, llegan muchas veces por culpa del cuidador, falta de atención, falta de limpieza, falta de cuidados en general. En consecuencia, hay que mantener el o los locales excesivamente limpios y dedicar todos los días un buen tiempo a la inspección de los conejos y particularmente a los reproductores. ¡Un criadero limpio es un criadero sano!.

CICLOS DE REPRODUCCIÓN

Para conseguir la máxima rentabilidad de la explotación es necesario establecer un programa que tenga en cuenta las posibilidades de producción de los animales, y, tanto por razones económicas como fisiológicas del animal, el ritmo de explotación ha de ser siempre el mismo. Así, los apareamientos se efectuarán regularmente, siempre con los mismos descansos. Del mismo modo se procederá al destete según el plan establecido, así como la eliminación de los animales de engorde.

Ciclo extensivo
Es el sistema utilizado tradicionalmente en las explotaciones rurales. En este sistema se efectúa la monta a los 28 días después del parto. Se considera un ciclo el período comprendido entre un parto y el siguiente que es de 58 días (30 días de gestación más 28 días de reposo), con lo que a lo largo de un año se podrán obtener 6 partos teóricos (365/58), que en la práctica se reducen a 4-5. El destete se realiza a los 40 días. Este ciclo tiene el inconveniente de ser poco productivo. Además, una lactación tan prolongada puede crear problemas en las mamas de las hembras. No obstante, es el ciclo que agota menos a las madres, dado el largo período de descanso (28 días).

Ciclo semiintensivo
Es un ciclo de 45 días, en el que la cubrición se realiza 14 días después del parto. Se obtienen teóricamente 8 partos/año, que en la práctica son 6 o 7. El destete se efectúa a los 30 días. Con este ritmo de producción se obtienen un buen número de gazapos/año y se aprovecha bien la fertilidad, aunque las conejas sufren cierto agotamiento.

Ciclo intensivo
El intervalo entre parto y cubrición es de 3 días, con lo que la duración del ciclo es de 33 días. El destete es a los 28 días, momento en que se considera ya destete precoz y tiene el inconveniente de aumentar la mortalidad de los gazapos. De este modo es como se obtiene una mayor producción, pero tiene en contra este sistema la reposición continua de las hembras, lo cual exige además más mano de obra que en los precedentes, ya que el ritmo de trabajo en la explotación aumenta considerablemente. Cualquiera que sea el ritmo de producción elegido, se han de agrupar los partos y los destetes, efectuando lotes de madres para procurar unificar los mismos y que se den dentro de un mismo día.

PRODUCCIÓN DE CARNE

Una vez terminado el período de lactación los gazapos son separados de la madre y trasladados a las jaulas de engorde. Normalmente se distribuyen agrupados en camadas. En el primer estadio del desarrollo de los gazapos (hasta las 6 semanas) el aumento de peso se realiza en forma rápida. Desde ese momento se hace más lento, coincidiendo entonces con el aumento de consumo de pienso, con lo que el índice de conversión empeora (se entiende por índice de conversión la relación entre el alimento consumido y el aumento de peso) La acumulación de grasa empieza a producirse a partir de los 2,5 kg. de peso vivo. Por todo ello, y para un mejor aprovechamiento de las jaulas, se ha de procurar sacrificar a los animales lo antes posible. Se ha determinado que el momento más oportuno económicamente para el sacrificio es cuando los animales alcanzan un peso comprendido entre los 2 y 2,8 kg, pesos que se obtienen entre las 8 y 10 semanas. El rendimiento de la canal para estos pesos es del 54 al 61% (se entiende por canal al animal muerto, pelado y sin vísceras, y por rendimiento de la canal la relación entre el peso vivo del animal y su canal). Con todo eso, las demandas del consumidor quedan asimismo satisfechas, dado que solicita carne tierna y carente de grasa, y no gusta por tanto de animales superiores a los 2 kg canal. La carne de conejo es muy rica en proteínas, es de gran digeribilidad y su porcentaje en grasa es reducido. Además en la cría del conejo no se utilizan hormonas. Las enfermedades que en ellos se pueden dar no son transmisibles al hombre. Por todo ello se convierte en un producto deseable.

PRODUCCIÓN DE PIEL

Para la obtención de pieles de buena calidad interesa que los animales no se encuentren efectuando la muda. ésta empieza a la edad de 11 semanas y se efectúa de modo paulatino, su duración es de 3 meses, coincidiendo con la estación del verano. Por ello, interesa sacrificar a los animales antes o después de que ésta se efectúe, pero sólo cuando los animales hayan alcanzado su máximo desarrollo. Para la buena calidad de las pieles se han de tener en cuenta diversos aspectos en el manejo de los animales, se ha de mantener a los animales sanos y bien alimentados, y es imprescindible una buena higiene, para lo que se procederá al cepillado, proceso que además de eliminar la suciedad y los pelos muertos estimula el crecimiento de los mismos. En lo que a ambientes se refiere, éste no ha de ser muy iluminado y el sol no debe incidir en ellos, dado que las pieles blancas amarillean y las demás cambian de tonos. Una buena ventilación contribuye a espesar la piel, cosa que también sucede en invierno dado que se incrementa el crecimiento del pelo, para así defenderse del frío. Una práctica aconsejable es la castración de los machos no reproductores ya que de este modo se aumentan la frondosidad, el brillo y la finura del pelo. Antes del sacrificio se inspecciona al animal. La piel no debe presentar manchas anormales, si presenta zonas oscuras indican que el pelo está en fase de crecimiento. En el sacrificio y degollamiento se ha de tener mucho cuidado para evitar que se aje. El proceso a seguir para obtener la piel es el siguiente: sacrificio, desuello, girado, limpieza de restos de carne y grasa, colgado y secado, tratamiento insecticida y almacenamiento en espera de las posteriores manipulaciones del curtido. La piel relacionada con el peso del animal representa un 13 %. Una piel seca puede pesar de 125 a 150 gramos. Las pieles más cotizadas son las blancas. El valor de una piel depende del largo, la densidad, la brillantez, la finura, la resistencia, y el color del pelo, del tamaño de la misma, y de su peso. En este último se basan para establecer las categorías: a más peso, más categoría. Asimismo es de gran importancia el estado de conservación.

Es cierto de que los conejos comen cualquier cosa y que pueden alimentarse de cualquier residuo sobrante de la cocina. Es verdad también, que el conejo doméstico es capaz de comer cualquier hierba o verde que se le ponga por delante, pero esto no significa que el conejo esta bien alimentado y en buenas condiciones físicas o que lo que coma sea la dieta correcta que le corresponda. Si el criador quiere tener éxito y contar con un buen plantel sano y fuerte, debe alimentar sus conejos con la comida adecuada. El criador debe basar el éxito de su emprendimiento sobre una buena y sana alimentación, sin ella, no existen posibilidades de éxito. En el pasado el conejo tenía que contentarse con la comida que encontraba a su alcance. Se les daban toda clase de grano, raíces, heno y toda comida en verde que se podía obtener. A veces se hacían mezclas de residuos vegetales, hierbas y salvado. Aunque este método era salubre hasta cierto punto, y llevaba mucho tiempo. La gran revolución en el mundo del conejo se produjo con la aparición de los primeros granulados para su alimentación. ésta fue la respuesta a los diferentes pedidos de los criadores: una dieta completa y balanceada en granulados adecuadamente duros. La primitiva ración de balanceado para conejos era, básicamente, hierbas con vitaminas y elementos minerales. Tras varios años de investigación, la moderna ración, contiene todo esto más algún forraje, proteínas animales, grasas de la leche y trazas de otros elementos. Las necesidades de nutrición del conejo no pueden reducirse a una fórmula, porque precisa distintas cantidades de cada factor, según las diferentes fases de su vida. Por ejemplo, las hembras que no están criando precisan menos proteínas que las que están dando de mamar, y la coneja que tiene un gazapo en el nido necesita más proteínas por que tiene que alimentar a su cría y mantener su propio cuerpo en buenas condiciones. Los alimentos ricos en proteínas comprenden la cebada, avena, trigo, soja, linaza, leche y cacahuetes, entre otros. Estos Alimentos contienen también grasas, pero su contenido en ellas es mucho menor que el de proteínas. Los alimentos fibrosos o forrajeros se encuentran entre las varias clases de henos y raíces como las zanahorias, nabos y remolachas.

Proteínas
El término "proteína" es vago, puesto que se refiere solamente al conocido grupo de los aminoácidos que totalizan 23 sustancias nutritivas. Ninguna proteína es exactamente igual a otra, cada una de ellas representa distinto papel en la alimentación y el buen mantenimiento del cuerpo. Básicamente, las proteínas son la principal necesidad para un buen crecimiento. Son esenciales si la tasa de crecimiento ha de mantenerse dentro de un nivel constante. Es muy importante la calidad de las proteínas contenidas en cada alimento. Por ejemplo, si un alimento de 20% de proteínas es deficitario en cuanto al número de sus aminoácidos, la tasa de crecimiento de los animales nutridos con dicho alimento será menor que la de los animales criados con un alimento que contiene sólo el 15% de proteínas, pero contiene, en cambio, un porcentaje mayor de aminoácidos. Es evidente que las conejas lactantes y las crías en pleno crecimiento, se mantienen básicamente con las proteínas contenidas en los alimentos que reciben. Si en éstos no se encuentran en suficiente cantidad las proteínas necesarias del tipo adecuado, el conejo no podrá mantener la debida tasa de crecimiento de su cuerpo. La hembra que cría no podrá tampoco mantener el alto contenido en leche que necesita para criar sus pequeños.
La principal fuente de energía de los organismos vivos es un grupo de compuestos orgánicos llamados hidratos de carbono. Estos compuestos contienen sólo carbono, hidrógeno y oxígeno. Las moléculas básicas de los hidratos de carbono son simples azúcares que originan sustancias más complejas como las féculas o almidones y la celulosa. Las materias vegetales contienen celulosa y almidones, y las semillas son especialmente en almidones o féculas. Los animales tienen capacidad para descomponer los hidratos de carbono, con ayuda de las enzimas, durante la digestión, y los productos resultantes se almacenan en el cuerpo o se queman durante el metabolismo, cediendo energía y productos residuales (agua y anhídrido carbónico).

Grasas
Las sustancias grasas, como los hidratos de carbono, suministran energía al cuerpo pero a diferencia de estos últimos pueden contener otros elementos (fósforo, nitrógeno) además del carbono, oxígeno e hidrógeno, y no son solubles en agua. Los hidratos de carbono en exceso quedan almacenados en el cuerpo en forma de grasa y, cuando resulta necesaria ésta, se descomponen durante el proceso del movimiento y las demás acciones relacionadas con la vida cotidiana. Un exceso de grasa almacenada se convierte en peso adicional. Ejemplo de ello puede observarse en los procesos de hibernación de algunos animales. Durante las estaciones cálidas del año, cuando se encuentra mayor cantidad de comida, el animal come hasta ponerse completamente gordo. Cuando llega la estación fría el animal se echa a dormir. Durante este profundo sueño la respiración disminuye, pero como sigue necesitando energías para mantener vivo el cuerpo, echa mano poco a poco de las reservas de grasa almacenadas. Cuando llega la primavera el animal está muy delgado. Y una vez más volverá a comer todo lo que pueda a fin de prepararse para el invierno siguiente. Aunque los conejos no hibernan, su exceso de grasa se almacena de forma pareja. Las hembras de cría demasiado gordas, y por tanto sin condiciones para criar, no se acoplan realmente, y si lo hacen las posibilidades de concebir son remotas. La grasa hace asimismo difícil el alumbramiento de sus crías.

Fibras
Las fibras se encuentran en los tallos y en las hojas de muchas plantas. La fibra es un material generalmente no digerible, pero representa un papel vital en el metabolismo del cuerpo. La fibra, que añade volumen a los alimentos, se divide en digerible y no digerible. En el conejo, la fibra no digerible se transforma en el cuerpo en bolas fecales. Las fibras digeribles se transforman en el cuerpo del conejo a partir de las no digeribles y, durante la coprofagía vuelven a reincorporarse al cuerpo. Los alimentos voluminosos tienen menor valor alimenticio, en consecuencia, se necesitan mayores cantidades de estos tipos de alimentos para suministrar al cuerpo las propiedades vitales precisas para mantenerlo en buenas condiciones. El heno o hierba seca es muy rico en fibras, pero algunos tipos contienen mayores cantidades que otros. El heno viejo tiene menos fibra digerible que el cortado recientemente. La hierba o el heno que tiene hojas tiene mayor valor nutritivo que el que es todo tallo y rastrojo. El heno o hierba leguminosa es heno recogido cuando el grano ha sido ya cosechado. Es mucho más rico en sustancias nutrientes que el heno preparado a base de hierbas solamente. El conejo come hierba cuando no sigue el régimen de balanceado y de grano. El heno tiene por tanto su valor en los períodos de calor excesivo, cuando el conejo come menos. Como norma general, debe darse hierba o heno a los conejos por lo menos una vez por semana.

Vitaminas
Las vitaminas son esenciales para mantener el cuerpo en buen estado. En términos generales, las vitaminas se dividen en seis grupos principales. Se asigna una letra a cada uno de dichos grupos.

Vitamina A
El conejo puede fabricar su propia vitamina A a partir de los vegetales frescos. La vitamina A necesaria para el crecimiento del cuerpo del conejo, se encuentra también en los aceites del hígado de los pescados. La fatiga nerviosa se ha atribuido a la falta de vitamina A. Se sabe también que los conejos que tienen deficiencia de vitamina A son más susceptibles ante ciertos desórdenes nerviosos. El llamado cuello torcido o doblado y algunos otros trastornos acompañados por ataques nerviosos se achacan a la falta de vitamina A.

Vitamina C
Presente en los frutos agrios, esta vitamina es sintetizada por el propio conejo, por lo que éste no acusará carencia de la misma.

Vitamina D
Esta vitamina tiene que formar parte de la dieta suplementaria del animal. Puede hallarse en el heno o en la hierba, pero no en las cantidades suficientes para excluir la adición de ésta vitamina a la comida del conejo. Alguna pequeña cantidad añadida a las comidas origina la retención del calcio en la sangre, cosa que es necesaria para el normal crecimiento de los huesos. Los conejos privados de vitamina D pueden contraer el raquitismo.

Vitamina E
Los granos de los cereales, los vegetales frescos y los gérmenes de los cereales son todos ellos ricos en vitamina E. Si se añade demasiado aceite de hígado de bacalao a la dieta del conejo, puede destruirse el total contenido de vitamina E de la comida, dejando al conejo en situación deficitaria de esta importante vitamina. La distrofia muscular se origina por la falta de vitamina E, y en los casos serios se ve afectada la fecundidad de las hembras que crían.

Vitamina K
Los alimentos en forma de comprimidos contienen gran cantidad de vitamina K. Es importante para el crecimiento de la piel y desarrollo del pelo. La sarna y otros trastornos de la piel son el resultado directo de omitir la vitamina K de la dieta del conejo.

Alimentos
Para mantener sanos los conejos, el criador precisa comprender toda la información relativa a las necesidades de alimentación de sus animales. Debe también saber qué alimentos debe facilitarles, a fin de obtener los mejores resultados.

Granulados balanceados
Los granulados balanceados son quizá los más populares entre los alimentos de hoy día para los conejos. Los balanceados se preparan a base de ingredientes de alta calidad y se formulan con la idea de facilitar al conejo una dieta equilibrada en forma de género de fácil preparación. Estos alimentos pueden variar de fabricación y lo mejor es tratar de mantener el equilibrio en la alimentación de los conejos. Por ello, cuando la dieta se basa exclusivamente en granulados balanceados, es aconsejable mezclar los procedentes de una partida adquirida con los procedentes de una nueva compra. Los posibles cambios entre una y otra fabricación se reducen y con ello se evitan pequeños trastornos estomacales.
También suelen variar el color. Aunque generalmente fluctúan entre diversas tonalidades del verde, algunos son muy oscuros, mientras otros son más claros de color. El color varía con las especificaciones del fabricante. Un buen comprimido es duro y no debe desmenuzarse cuando se estruja con la mano. El polvo es inevitable, pero debe reducirse al mínimo. Los granulados son fáciles de almacenar y deben estar siempre secos. Cuando los granulados forman la mayor parte de la dieta, hay que añadirle siempre heno o hierba de manera que se mantenga un nivel constante de forraje.

Avena
La avena se ha usado durante muchos años como comida para el conejo. Sus copos son ricos en proteínas y tienen un gran valor alimenticio. Los de buena calidad son de color dorado, y cada lote debe contener un mínimo de residuos o paja desmenuzada. Mientras la avena triturada se prefiere a veces al grano o al copo entero, la triturada contiene mayor cantidad de residuos y el conejo puede encontrarse confundido para decidir qué parte es la que va a comer. La mezcla de avena y granulados es una combinación muy popular como dieta para el conejo, en Inglaterra, y se alimenta con ella a la mayor parte de los conejos dedicados a las exposiciones.

Trigo
El trigo forma parte, junto con la avena, de muchas dietas para conejos. El trigo es muy rico en vitamina E y es también muy generoso en proteínas naturales. Demasiado trigo puede originar en el cuerpo un calor excesivo. Si en estas circunstancias, se sigue dando trigo como alimento, se llegaría a que el conejo encontrará desagradable al paladar la comida que se le suministra. Como en la avena, el grano debe estar entero y tener un buen color dorado con escaso residuo. El grano debe ser redondo y sano.

Cebada
La cebada es otro buen alimento para los conejos de exposición. Es también muy útil para formar la buena y dura carne necesaria para los conejos polacos y la liebre belga y plateada. Aunque tenga ligeramente menos valor nutritivo que la avena o el trigo, sigue siendo un buen alimento y puede añadirse en pequeñas cantidades a la dieta.

Maíz
El maíz se añade raramente a la comida del conejo, excepto en mezclas baratas o alimentaciones especiales. El maíz puede hallarse con frecuencia en la alimentación para gallinas o aves. Cuando se da a los conejos es un condicionante útil.

Semilla de girasol
Esta semilla no se utiliza con mucha frecuencia por parte del criador de conejos. No obstante, ayuda a calentar el cuerpo del conejo y puede utilizarse durante la muda o cuando una hembra reluctante ha de ponerse en condiciones de criar. Un exceso de girasol puede ocasionar un sobrecalentamiento de la sangre, por lo cual debe usarse con moderación.

Linaza
La linaza puede usarse en dosis análogas a las de la semilla de girasol. Es muy aceitosa y tiene también efectos caloríferos. Durante muchos años se ha recomendado como un coadyuvante para la muda. Aunque tiene también un efecto laxante da también a la capa un brillo o lustre suplementarios.

Pan
El pan seco se da a menudo a los conejos. Cuando ha sido cocido muy duro puede ser útil como variación de la dieta usual de comprimidos y avena. También facilitará al conejo un medio en el que ejercitar sus dientes. Nunca hay que dar al conejo pan tierno, porque lo rechazará y lo dejará, sucio, si se abandona cierto tiempo en la conejera. El pan rancio puede dársele, después de haberlo tenido en la estufa o en el horno. El pan enmohecido nunca debe darse a los conejos. El pan moreno o integral es de mayor valor alimenticio para el conejo que el pan blanco, puesto que contiene más germen de trigo.

¿Qué es el celo?

El celo es el período durante el cual un animal es fértil. Por lo tanto, las hembras podrán quedarse embarazadas y los machos estarán en disposición de fecundarlas. Los celos son diferentes según la especie. Por ejemplo, las perras serán fértiles unos cuantos días durante un par de veces al año y manifiestan que el período se aproxima con un sangrado de hasta tres semanas de duración. En cambio, las gatas y las conejas presentan una ovulación inducida durante la cópula dentro de un período de celo que se mantiene prácticamente todo el año y que no implica ningún sangrado. En los siguientes apartados desarrollaremos las características fundamentales del celo en conejos machos y hembras.

El celo en los conejos machos

¿Los conejos machos se ponen en celo? Sí. Los conejos son unos animales conocidos por su precocidad y velocidad a la hora de reproducirse. Con algunas variaciones, los conejos machos pueden ser sexualmente maduros a la corta edad de 4-6 meses. Hay que tener en cuenta que su esperanza de vida es de unos 8-10 años. No tienen períodos de celo, sino que, desde ese momento, se mantienen en un constante celo, eso sí, con picos de mayor y menor actividad. Este hecho se traduce en una serie de cambios en su comportamento, como son los siguientes:

  • Marcaje con orina. Nuestro conejo, aunque hasta el momento haya sido muy limpio, comenzará a marcar, por aspersión, cualquier objeto o material a su alcance. Además, la orina tendrá un olor fuerte.
  • Monta, como comportamiento característico. El conejo buscará, siguiendo su instinto, objetos para ello, pero, también, intentará encaramarse a nuestras manos, brazos o pies.
  • Agresividad y territorialidad. Aunque hasta el momento nuestro conejo haya sido cariñoso y encantador, a partir de su celo puede mostrar conductas agresivas, llegando al punto de ser difícil manipularlo.
  • Inquietud, que se puede presentar como un continuo movimiento a nuestro alrededor mientras emite un sonido similar a un zumbido.
  • Aumentan los mordiscos y destrozos, así como el acto de escarbar.

Todas estas manifestaciones, como es de suponer, le causan a nuestro conejo un estrés considerable. Es por ello, y el resto de inconvenientes, que se suele optar por la castración. La esterilización se recomienda para evitar los problemas del celo en conejos machos y hembras, especialmente en estas últimas, como veremos en el siguiente apartado.

El celo en las conejas

Al igual que en el caso de los conejos machos, las conejas maduran sexualmente muy pronto. Hay variaciones pero el primer celo en conejas puede iniciarse entre los 4-6 meses y mantenerse durante toda su vida, con momentos de menor o mayor actividad. Las conejas no van a presentar ningún tipo de sangrado durante el celo, de hecho, que manchen es motivo de consulta veterinaria.

Los síntomas de una coneja en celo van a ser muy similares a los que presentan los conejos machos, es decir, encontraremos marcaje con orina, inquietud, cierta agresividad y monta. Además, podremos observar, si nos fijamos, que su vulva aparece bien visible y de un color rojizo-púrpura. Si se produce el embarazo este durará unos 30 días, al término de los cuales parirán de 1 a 5 gazapos. Es muy importante saber que el período de lactancia no inhibe el celo, es decir, tras parir, la coneja puede volver a quedarse embarazada. Por lo tanto, si tenemos conejos de ambos sexos juntos y sin esterilizar, la población puede dispararse en muy poco tiempo.

Además de los cambios de comportamiento que supone el celo, las conejas desarrollan en un elevado porcentaje tumores uterinos como el adenocarcinoma, que puede hacer peligrar su vida. De ahí que se recomiende su esterilización temprana, ya que, con la edad, el riesgo va aumentando. Como vemos, el celo en conejos machos y hembras puede suponer un serio problema de convivencia que lleva incluso al abandono, en el caso de los cuidadores más desaprensivos. Por ello, es muy importante recalcar que tiene solución, como detallaremos más adelante.

¿Cuánto dura el celo en conejos?

No hay un tiempo establecido que indique la duración exacta del celo en conejos, sino que, una vez alcanzada la madurez sexual, están en celo prácticamente todo el año. Tal y como hemos explicado en los apartados anteriores, tanto machos como hembras, experimentan episodios de mayor o menor actividad sexual, pero pueden estar en celo en cualquier momento.

La importancia de la esterilización en conejos

Como hemos ido diciendo, el celo de los conejos machos y hembras es responsable de cambios en su comportamiento. Agresividad, marcaje o monta son actividades que no solo resultan molestas para el cuidador, sino que causan estrés al animal, por no hablar de los serios problemas de salud. Como el período de celo en conejos es prácticamente permanente, es más que recomendable la esterilización, pudiendo realizarse esta hacia los 6 meses de vida o, en los machos, en el momento en el que descienden los testículos. En ellos es una operación muy sencilla que consiste en la extracción de los testículos. En las hembras, al tratarse de órganos internos como el útero o los ovarios, la intervención es algo más compleja. Aun así, en ambos casos no se requiere hospitalización y los conejos pueden recuperarse en su casa, ya que así se reduce el estrés de encontrarse en un lugar extraño y, por lo tanto, se favorece su restablecimiento.

Si decidimos esterilizar al conejo, en casa deberemos administrarle antibióticos para evitar infecciones y analgésicos para impedir que sienta dolor, muy importante, ya que, con dolor, son animales que dejan de comer. También debemos mantenerle el lecho bien limpio y, mejor, con papel, para reducir la contaminación potencial que pueda infectar la herida. Los efectos de la operación no son inmediatos, por lo que debemos tener paciencia, ya que podemos tardar incluso algunos meses en recuperar a nuestro conejo tranquilo y cariñoso. Es muy importante que la esterilización la realice un veterinario formado en estos pequeños animales, cada vez más presentes en nuestros hogares.

Este artigo é meramente informativo, no ExpertAnimal.com não temos poder para prescrever tratamentos veterinários ou fazer qualquer tipo de diagnóstico. Convidamos você a levar seu animal de estimação ao veterinário, caso ele apresente algum tipo de condição ou desconforto.

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